domingo, 14 de novembro de 2010

O Cacau e a mata Atlântica

Por volta de 1500 uma excursão liderada por Pedro Álvares Cabral deu o grito de descobrimento do Brasil. Chegando aqui a caravana portuguesa se impressionou com tanta biodiversidade, fauna e flora exuberantes.” Há no Brasil grandíssimas matas de arvores agrestes,cedros,carvalhos,vinháticos,argelins e outras não conhecidas em Espanha, de madeiras fortíssimas para se poderem fazerem delas fortíssimos galeões”[...]Esse foi um trecho do relato de Pero Vaz De Caminha ao chegar nesta terra.A parti deste momento histórico o Brasil passou a ser sucumbido pela exploração infinita de seus recursos naturais. Suas arvores decoram moradias e suas terras coloriram igrejas com metais preciosos na Europa. Veio o ciclo do ouro,da cana de açúcar,da borracha.Nesse contexto de destruição dos biomas surge a grande importância do ciclo do cacau para a preservação da mata atlântica no Brasil.A partir do incremento da cultura cacaueira para nossa terra, especialmente para o sul da Bahia notou-se a importância da preservação da mata nativa para o sombreamento necessário  ao cultivo do fruto do cacau.Dessa forma este tipo de cultura contribuiu significativamente para a preservação da mata atlântica da nossa região,pois desacelerou-se o processo de devastação da mata e ainda estimulou-se o replantio de zonas de sombreamento. Este tipo de consorcio de mata nativa e cacau ganhou-se o nome mais tarde de cabruca.Caminhando pela mata atlântica é fácil perceber o motivo de ser considerado o ecossistema mais biodiverso do planeta, é recordista em espécies endêmicas(encontradas apenas num determinado lugar) o que o torna ainda mais impressionante.Sem dúvidas precisamos preservar esses quase 7% de mata atlântica que ainda resta e agradecer a cultura cacaueira pelo bem que fez a nossas matas, pois sem ele provavelmente não restaria este percentual do bioma ainda presente.
                                                                                                       Por Fernando Landulfo da Silva pereira