
O litoral norte de ilhéus passa por um momento de muitas negociações, com a criação do porto sul na Ponta da Tulha entre Ilhéus e Itacaré, muito pode se modificar no contexto regional. Partindo dessa realidade vamos destacar o pontos debatidos nessa problemática.
Com a criação do porto, a escoação de minérios vindo da jazida de ferro de caetité será muito facilitada, a BAMIM(empresa responsável pela exploração dos minérios) e o governo estadual irão lucrar, empregos serão gerados, sem dúvida muito desenvolvimento para região. Mas o que contradiz todos esses aspectos positivos é a questão ambiental. Sabemos que a localização que se pretende implantar o porto encontra-se dentro da área de preservação da lagoa encantada, uma área que preserva muitas espécies da fauna e da flora quase extinta na mata atlântica. Além do mais as mudanças que a costa podem sofrer são imensas, como avanço do mar, poluição da água...Outro fator negativo e não menos importante é a distribuição do lucros gerados que pouco fica na região, ate porque o capital da BAMIN é estrangeiro. Diante de toda essa realidade não podemos analisar somente o desenvolvimento financeiro da região, mas sim todo o contexto que envolve a mesma. Porque pensar dessa forma é arriscar um litoral tão exuberante e tão rico na biodiversidade.É colocar em risco o turismo que sustenta as comunidades locais. Por isso devemos nos informar mais sobre esse assunto e dá nossa contribuição para que possamos manter nosso ecossistema vivo.
Por Fernando Landulfo

Fernandinho, me amarrei.
ResponderExcluirTemos que lembrar que a area delimitada para a construção do porto(que não é só um porto, + Siderurgica + aeroporto)é denominada pela UNESCO reserva da biosfera da mata atlântica, ou seja AREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.
É importe o debate sobre esse paradoxo,
pra que se criar areas de preservação se depois o proprio governo se encarrega de quebrar tais leis.
Parabens irmão. se cuide
Caio Carvalho
Tem talento pra jornalista mesmo hein? Adorei....(Lenize)
ResponderExcluir