segunda-feira, 4 de abril de 2011

QUAL O FUTURO JAPONÊS?


Todos os dias os meios de comunicação debatem esta pergunta, mas pouco se sabe qual realmente o futuro do povo japonês. O Japão foi arrasado essa é única certeza que temos. No momento a recessão econômica assola todos os setores da economia, o racionamento de alimentos já é uma realidade. Entretanto no meio desse turbilhão de informação surgem brechas do legado que o japonês carrega inerente do seu berço. O poder de reviver, de renovação e por que não falar em reconstrução. Especialistas até hoje buscam resposta para entender onde o povo japonês encontra tanta força para se desenterrarem dos escombros que a centenas de anos insistem em cair em suas cabeças. E a resposta cada vez mais se aproxima da palavra ZEN. Não o ser zen que estamos acostumados a ouvir.Mas o profundo sentido da palavra...

“Tudo na vida é parte de um todo interdependente. Se eu não escrevesse, não haveria você para ler. Sem alimentação diária, não haveria eu para escrever. Sem o sol, não haveria alimentação. Sem todas as forças fundamentais do universo, não haveria sol. Através de uma vasta rede de conexões tudo está ligado a tudo. Coisas separadas só existem em relação ao todo. Em si mesma elas não têm existência independente. Nós vivemos as coisas como se fossem separadas por que pensamos nelas separadas. Mas quando a mente está silenciosa, a realidade é vivida como vazia de toda a separação. Não eu. Não você. Não uma coisa. Isto é ZEN.”

TIMOTHY FREKE-In zen-palavra básica

É nesse ideal que povo japonês encontra forças para ressurgirem das cinzas.
Não será mais um escombro pesado que irá apagar a luz que a terra do sol nascente têm.

Força Japão!


                                                                                                                 Por Fernando Landulfo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MANGUEZAL... UM ECOSSISTEMA ABANDONADO!

A floresta de mangue ou manguezal compreende cerca de 20.000 km² do território brasileiro. Desde o estado do Amapá à Santa Catarina. Este ecossistema vem sofrendo há décadas com o crescimento desordenado das cidades, gerando sérios impactos de curto, médio e longo prazo. Percorrendo pelo litoral, de Ilhéus à Canavieiras, podemos visualizar as mudanças nas paisagens dos manguezais. Desde ocupações ilegais a problemas ligados a aterramento sanitário de má qualidade.

Existem, principalmente, três tipos de mangue. O mangue preto, onde habita regiões alagadas ou bem úmidas, utilizando de uma adaptação chamada pneumatóforos, que são nada mais que ramificações das raízes, ajudando na respiração da árvore. Mangue vermelho, onde habita regiões alagadas ou bem úmidas também, possuindo raízes mais robustas e áereas, servindo como proteção das margens ao assoreamento. E mangue branco, que habita áreas mais secas, devido a sua condição de existência mais sensível à relação submersa da raiz. Entretanto, todos esses tipos de mangue podem de alguma forma, coexistirem.

A flora dos manguezais passou por adaptações para resistirem ao ambiente salino. Uma de suas adaptações é a glândula de sal. Este tipo de glândula possibilita a excreção do sal pelas folhas. Para comprovar este processo evolutivo é só tocar com a língua uma folha de mangue. Outra adaptação dos mangues é a viviparidade, processo evolutivo no qual as sementes só desgrudam da folha mãe quando já possui extremidades grandes o suficiente para grudarem na margem e germinarem.

O local de encontro do rio com o mar é chamado de estuário. É justamente neste local que existe uma grande competição alimentar, seja da fauna do rio, quanto à trazida pela cheia das marés, intensificando o intercâmbio entre as espécies. Sabe-se que cerca de 70% das espécies marinhas já passaram ou vão passar algum tempo de sua vida nos rios que banham o mangue. Provando mais uma vez a importância de manter este ecossistema vivo.

O mangue no passado sofreu muito preconceito, era considerado um ambiente sem vida e por ser habitado por vetores de doenças como  febre amarela e malária, foi suficiente para se fazer uma associação do mangue com o assolamento dessas doenças, gerando uma relação desagradável e injusta de mangue com bagunça, sujeira. e etc.

Hoje, sabemos que as florestas de mangue não tem nada com um ambiente inóspito e duentiu, vão muito além de berçário natural, mas também servem de rotas migratórias em determinada época do ano, como é o caso do maçarico. Uma ave vinda da América do Norte, todos os anos, no verão, em busca de um clima mais quente para se alimentar. Outros animais também utilizam as áreas de manguezais como território de caça, exemplo é o caso do guaxinim.

Sabe-se que o mangue tem um papel fundamental no reabastecimento da fauna pesqueira, servindo como berçário natural de muitas espécies que encontram neste tipo de bioma a chance certa para reproduzirem com mais segurança.Sem falar na importância social do mangue,milhares de famílias retiram do mangue o seu sustento.

Precisamos, sem dúvidas, prestar mais atenção aos nossos esquecidos manguezais. É uma forma de preservar o sustento das comunidades ribeirinhas, e, se pensarmos ao longo prazo, preservar a abundância da fauna marinha.

                                                                                                                      Por Fernando Landulfo

domingo, 14 de novembro de 2010

O Cacau e a mata Atlântica

Por volta de 1500 uma excursão liderada por Pedro Álvares Cabral deu o grito de descobrimento do Brasil. Chegando aqui a caravana portuguesa se impressionou com tanta biodiversidade, fauna e flora exuberantes.” Há no Brasil grandíssimas matas de arvores agrestes,cedros,carvalhos,vinháticos,argelins e outras não conhecidas em Espanha, de madeiras fortíssimas para se poderem fazerem delas fortíssimos galeões”[...]Esse foi um trecho do relato de Pero Vaz De Caminha ao chegar nesta terra.A parti deste momento histórico o Brasil passou a ser sucumbido pela exploração infinita de seus recursos naturais. Suas arvores decoram moradias e suas terras coloriram igrejas com metais preciosos na Europa. Veio o ciclo do ouro,da cana de açúcar,da borracha.Nesse contexto de destruição dos biomas surge a grande importância do ciclo do cacau para a preservação da mata atlântica no Brasil.A partir do incremento da cultura cacaueira para nossa terra, especialmente para o sul da Bahia notou-se a importância da preservação da mata nativa para o sombreamento necessário  ao cultivo do fruto do cacau.Dessa forma este tipo de cultura contribuiu significativamente para a preservação da mata atlântica da nossa região,pois desacelerou-se o processo de devastação da mata e ainda estimulou-se o replantio de zonas de sombreamento. Este tipo de consorcio de mata nativa e cacau ganhou-se o nome mais tarde de cabruca.Caminhando pela mata atlântica é fácil perceber o motivo de ser considerado o ecossistema mais biodiverso do planeta, é recordista em espécies endêmicas(encontradas apenas num determinado lugar) o que o torna ainda mais impressionante.Sem dúvidas precisamos preservar esses quase 7% de mata atlântica que ainda resta e agradecer a cultura cacaueira pelo bem que fez a nossas matas, pois sem ele provavelmente não restaria este percentual do bioma ainda presente.
                                                                                                       Por Fernando Landulfo da Silva pereira

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Água, por que economizar? Será que um dia vai acabar?



Estamos vivenciando um momento na historia da humanidade que requer muita atenção. Todos os dias ouvimos noticias enfatizando a questão da água e seus efeitos na humanidade. Mas por que será que precisamos nos preocupar tanto com essa questão?A resposta é muito simples, além de ser a fonte da vida a água é o berço das civilizações. Se voltarmos um pouco na historia, perceberemos o quanto o curso de um rio influenciava na vida política, na religião e na economia das comunidades. O rio Nilo na África é um forte exemplo dessas influencias, desde os primórdios das civilizações já relatavam ali a importância de suas cheias, o quanto de vida a espreitava a época das inundações, os rituais que eram feitos. E se pararmos um pouco para observar sobre a importância cultural dos rios nos dias de hoje veremos que ainda é muito forte. Todavia o que mudou foi a forma com que a pessoas cuidam das águas... as civilizações antigas tinham admiração pelas águas,veneram, acreditam que ali habitavam Deuses e por isso respeitavam, bem diferente dos tempos atuais em que sujeira combina com rio.


Atualmente 300 milhões de pessoas no mundo são obrigadas a utilizar água do mar e de lençóis freáticos salobros pelo processo de dessalinização da água por falta de água doce. Dos 97,5% de água do planeta apenas 2,5% são de água doce sendo que dois terços disso estão congelados. E ai, será que a água pode acabar? Povos do Quênia percorrem quilômetros todos os dias atrás de um balde d’água. Na favela de Luanda em Angola um saco plástico de água limpa é vendido por 10 centavos de dólar. Será mesmo que água não pode acabar?

Contextualizando para nossa realidade percebemos que a falta de água já é uma verdade, a água já não cai nos reservatórios todos os dias.Os rios estão sofrendo muito com as poluições das cidades.E muitos reservatórios já não mais suficientes para abastecer cidades em crescimento, gerando um forte racionamento.

Diante de tudo isso precisamos acordar. Precisamos acima tudo de conscientização. Quando falo conscientizar é mudar hábitos, porque não diminuir o tempo no banho, por que não escovar os dentes com a torneira desligada... quem sabe consertar o vazamento da torneira...

Uma pessoa que escova os dentes duas vezes por dia e deixa a torneira aberta por apenas um minuto, em um mês desperdiça cerca de 960 litros de água. Uma torneira mal fechada, que desperdiça pouco mais de 1 gota por segundo, joga fora 46 litros de água em 1 dia que ao final de 1 mês somam 1.380 litros de água desperdiçada.Então esta percebendo quanto podemos desperdiçar?

Se aos poucos fomos nos conscientizando será muito importante no resultado final. O seu bolso vai agradecer e a natureza presentear sua futura geração com dias em que um copo de água não seja disputado.

Por Fernando Landulfo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Estamos entrando na 4ª onda da educação que dá ênfase à mídia eletrônica, o computador, os elementos tecnológicos de forma geral. E é essa busca incessante por tecnologias, que tem afastado o homem do convívio com a terra, gerando grandes problemas ambientais dentre eles as queimadas, poluição, enchentes dentre outros.


Nessa assertiva, surge a educação ambiental, com um modelo de abrangência da educação convencional, entrelaçando os conhecimentos ecológicos com os interesses da vida urbana, fomentando um convívio mais equilibrado entre o homem e os recursos naturais.

O mundo alerta! Clama! Por alternativas de uma educação mais sustentável, que respeite as diferentes culturas, línguas, etnias, religiões, filosofias e busque no seu próprio contexto e na sua própria diferença um alicerce que possibilite caminhar sem gerar agressões ao ecossistema que vive. Por que será que somos os únicos animais que destroem o ambiente em que vivem? Que tal não jogar o lixo no chão? E nem pela janela do carro? Atitudes básicas, como esta, podem ajudar um ecossistema em risco.

Vale ressaltar, que em muitas escolas, esse tipo de educação vem ganhando um caráter bem ecopedagógico, através da conscientização crítica e inovadora por uma educação sustentável, quebrando até mesmo as barreiras do ambiente escolar, se propagando por toda comunidade.

Países como, Dinamarca e Reino Unido, já vem colhendo frutos positivos através de campanhas ecológicas, diminuindo o consumo de energia e aumentando o uso de tecnologias renováveis. É dessa forma que as potências mundiais estão investindo em seus países, investindo justamente na consciência ecológica.

Sem dúvida, esse é o caminho que precisamos seguir!


Por Fernando Landulfo-estudante de eng.ambiental e Fabiana Kauark- doutoranda em educação

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Morcegos... Um vilão?

Não é novidade que a presença dos morcegos incomode a maioria das pessoas. Partindo de pressuposto vou abordar e esclarecer alguns pontos sobre esse mamífero e o que pode ser feito para evitar tais incômodos.
O desequilíbrio ambiental cada vez mais vem aproximando os animais silvestres das cidades. E com os morcegos não é diferente. Aproveitando as falhas arquitetônicas das residências,galpões e etc, transformam esses lugares em habitats perfeitos para sua reprodução, causando um grande conflito entre o homem e essa criatura. Todavia o que a maioria das pessoas não sabe é que o morcego não se trata de uma praga, mas sim de um animal silvestre protegido pela lei de proteção a fauna (5.197). Sendo protegidos assim pela sua grande importância na natureza, desde a sua função polinizadora até ao controle biológico que fazem. Um morcego que se alimenta de insetos chega a comer de 600 a 1000 pernilongos numa noite.
Mas e a lenda de que eles são vampiros chupadores de sangue?
Dentre as quase 1000 espécies de morcegos existentes no planeta apenas 03 espécies se alimentam de sangue, sendo que apenas 01 espécie se alimenta de sangue de outros mamíferos. Entretanto mesmo esclarecendo um pouco sobre os morcegos é normal que as pessoas tenham medo desses animais. Mas e então, o que fazer para mantê-los fora da minha casa?

Segue aqui algumas dicas:

1º Analise o problema arquitetônico da sua residência, os locais por onde os morcegos entram.

2º Chame um profissional da área(ibama/zoonoses) para espantá-los ou remove-los, para depois então iniciar a vedação dos lugares que servem de entrada.

3º Utilize telhas de vidro para aumentar a luminosidade do local.

4º Não tente remove-los por conta própria, pois o contato com as fezes do morcego pode causar doença e sua mordida pode levar a raiva.

5º Não utilize inseticidas contra morcegos, pois como já foi dito são protegidos por lei, alem de que não ira solucionar o problema.

6º Existem alguns repelentes que afugentam os morcegos, todavia em algum tempo depois eles podem retornar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma verdade conveniente!

Morar no Brasil é um privilégio... Terra de misturas culturais, belas paisagens, clima tropical...
Mas e o Desaparecimento dos corais? O derretimento das calotas polares? A extinção da biodiversidade?
Isso são assuntos que boa parte dos brasileiros não se preocupa, o que se vê nos meios de comunicação para muitos é desconhecido e sendo do outro lado do mundo pouco importa.
Um dia desses recriminei um amigo por ter jogado lixo na rua, sabe o que ele me disse? Não vou mudar o mundo!E realmente somos criados com essa mentalidade. Vivemos numa cultura que se acostumou ao erro. Não acreditamos que sozinho podemos trazer mudanças numa sociedade.
Já se perguntou o por que disso? Sem dúvida boa parte para essa explicação esta na educação precária deste país, que pouco investe na formação de educacional, não se preocupa em formar pessoas com senso critico, capazes de questionar e compreender situações ligadas ao bem estar mundial. Até o meio televisivo deixa muito a desejar no que diz conhecimento geográfico, histórico e etc. Quase que não se tem acesso livre a canais específicos nesses aspectos e pra piorar ainda, ocupam espaço com canais que pouco acrescentam em termos culturais. Países de primeiro mundo e até de segundo mundo já possibilitam uma serie de canais que aqui são fechados, servindo como uma ótima fonte educativa para crianças, adolescentes e adultos.
Precisamos fugir dessa ignorância que nos foi legada e parar para pensar que mundo iremos deixar para as futuras gerações. Com certeza um questionamento desses será um importante passo para perceber-mos atos impensados como jogar lixo no chão. É dessa forma que precisamos nos direcionar!